• en
    • es
Close
  • Latinamerican Contemporary Design

O futuro emerge do ser humano

Compartilho alguns pontos da palestra da futurista Rosa Alegria no InovaBra Habitat em São Paulo com o tema de Futurismo Pessoal. O artigo surge de anotações pessoais ao longo da palestra e workshop:

“Enquanto você está lendo este artigo, o futuro está se formando, ele é infinito, assim como as suas possibilidades de vida. E a pergunta é: Onde você quer estar no seu futuro? ¿Em uma sala corporativa, onde ainda usam Excel?

Ou colaborando com o Universo com todas as ferramentas possíveis para ajudar a construir um novo futuro para todos?

Para entrar no futuro, devemos ter um pensamento guia: “A Terra é nossa casa” e “O futuro macro da Terra é construído continuamente pelos nossos micro-futuros individuais”.

Isso leva à questões como: “Como está o mundo em mim?

Como está o meu micro-futuro e como ele se relaciona e se constrói com outros micro-futuros?”

Autoconhecimento é uma das bases do micro-futuro, e ele já aparecia na Grécia Antiga com o oraculo de Delfos que afirmava “Conhece-te a ti mesmo” e pode-se dizer que a Grécia foi um dos centros do Futurismo no passado.

Meu futuro também é teu futuro. O futurismo é um caminho do saber coletivo e individual, que se constrói de maneira intuitiva, mas também com ciência e metodologias, é ser capaz de ver, sentir os sinais fracos e invisíveis da mudança. O futuro está sempre do teu lado, ele vai e vem, você pode deixa-lo ir ou agarra-lo pelo braço e ter uma boa conversa.

Como afirmou Rosa Alegria, vivemos no hoje, que é apenas um, mas quanto ao futuro, temos três futuros: Possível, Provável, Preferível. Mas não é um destino ou escolha certa, o futuro não é comprar uma passagem e desembarcar na estação escolhida sem maiores problemas.

O futuro é plural, mutante onde a conjunção daquele futuro preferível com o possível leva a inovação. O futurismo é isso, entender todas as mudanças e incertezas e projetar com muito analise, ciência e previsão. No papel, cabem todas as versões de futuro, mas como dizer aquela que é mais interessante para uma empresa ou pessoa?

Para isso o futuro exige ferramentas, metodologias que nos permitem capturar fragmentos, analisar dentro de um contexto, de uma matriz e fazer a escolha mais interessante. Um ponto importante da palestra, que pode ter uma aplicação pessoal e imediata é a construção de uma imagem positiva. Finalmente, o futuro é uma imagem, mas esta deve ser positiva. Estudos indicam que sociedades com imagens positivas do futuro sobreviveram e sociedades com imagens negativas do seu futuro pereceram.

Sendo assim, qual é a sua imagem de futuro? Positiva ou negativa?

Essa pergunta é clave, já que vivemos em um momento histórico da humanidade, onde estamos começando uma nova era com tecnologias como IOT, Data, Robótica, Nanotecnologia e outras.

Como essa tecnologia vai afetar a nossa visão de futuro individual (micro-futuro) e coletiva (Terra – macro-futuro)?

Tecnologia para o meu bem ou o bem planetário?

Pessoalmente, acredito que devemos ser cautelosos com a tecnologia, ela é apenas uma ferramenta de apoio e melhoria das atividades humanas. Mas de qualquer jeito essa tecnologia nos impacta profundamente, nos transformando; a transformação deve ser humana com amor e respeito pela vida, essa transformação interna nos levará a uma inovação exterior coerente, amorosa e respeitosa. Mas se deixarmos que essa transformação venha de fora, pela tecnologia, teremos uma inovação sem respeito pela vida, onde o ser humano é um hardware-software ultrapassado, obsoleto quanto à capacidade produtiva e cognitiva que deve ser trocado pela robotização e inteligência artificial.

Os 200 anos de humanidade industrial, capitalista já destruiu centenas de espécies, matou arvores centenárias, apagou vestígios, já deixou um rastro de contaminação e destruição que nem o pior futuro teria previsto.

Assim a tecnologia nos molda, e um dos pontos críticos do futuro é que ele é exponencial, seja em velocidade, dimensão, escala frequência e conectividade.

Teremos total controle dessas exponencialidades?

Estamos no ponto zero da humanidade, em um século 21 de ruptura, mas deve ser uma ruptura positiva, construtiva. E o futurismo é a guia para este Mundo Vuca de alto nível de complexidade, volatilidade, ambiguidade e incerteza. Um tempo de transformações massivas, mas que devem ter um sentido. Assim o futurismo tem dois componentes fundamentais o “Hindsight” – Passado e “Foresight” – Prospectiva. O “hindsight” seria o espelho retrovisor enquanto que o “foresight” seria o farol de milha (modelagem de cenários).

Como afirma Rosa Alegria, o passado deve ser sempre referencia, mas não residência! Os dois juntos, “Hindsight” mais “Foresight” levariam ao “Insight” que é o que as grandes empresas estão procurando continuamente para materializar esse “insight” em novos produtos, serviços, processos e modelos de negócios.

Uma das maneiras de ter “insights” é experimentando já o Futuro, o chamado “Futuro Experiencial”, essa experiência de inteligência coletiva de futuro é criada pela empresa Rito do Bruno Macedo através de diferentes dinâmicas de grupo corporativas e individuais. Através da experiência, especulamos diferentes futuros e tornamos aquele sinal fraco mais forte materializando o futuro que faça mais sentido para o jogador.

Essa é a beleza do futurismo, ele pode ser aplicado a grandes corporações, mas também a pessoas, pois temos o nosso próprio futuro adormecido dentro de nós.

Por meio de habilidades prospectivas para o nosso desenvolvimento pessoal e profissional podemos:

Antecipar, criar e administrar mudanças internas e externas

Mas acima de tudo, o futurista deve ser curioso, sempre procurando pelo futuro e a sua informação de maneira sistemática com métodos de procura e análises com uma pergunta clave: “O que eu faço com isso?”

A ideia é encontrar os sinais de futuro de maneira sistemática, já que o mundo dá sinais de futuro 24 horas, as chamadas “tendências” poderiam ser sinais fracos de micro-coletividades ao redor do mundo. Tendências que mais tarde morrem ou entram no “mainstream” e tornam-se sucessos de consumo global. Mas esses sinais estão fora do radar, das mídias tradicionais e devem ser “mineirados” como um bitcoin. A futurista Rosa Alegria  menciona algo interessante, muito óbvio, mas geralmente não refletimos sobre isso:

“Apenas o ser humano tem o dom de viver no futuro”

e reinventar-se constantemente.

Apesar de todo o frenesi ao redor da tecnologia e todas as suas possibilidades, lembre-se sempre:

“O Futuro emerge do ser humano”

 

Sites do artigo:

Palestrante: Rosa Alegria é futurista – Siga ela no LinkedIn

Bruno Macedo é fundador da Rito (SP) – futuro experiencial em: https://www.imaginerito.com/

Allan Melo é fundador da Evoke Futures (RJ), siga ele no LinkedIn

Inovabra é o hub de inovação do Bradesco em São Paulo. Conheça mais em InovaBra Habitat.

Diseñador Industrial por la UAM-Azcapotzalco, México, Maestria en Diseño Sustentable por la Universidad de Bornemouth, Inglaterra. En Brasil actualmente como consultor de innovación de productos, servicios, modelos de negócios en los aspectos de sustentabilidad e inclusión.

Related Posts