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  • Latinamerican Contemporary Design

Por uma América Latina mais Inclusiva e Humana por meio do Design

América Latina, lugar de muitas possibilidades ou necessidades, onde o Design pode e deve ser o grande catalisador e agregador de visões e inovações que atendem a essa grande população.

Há muito o que fazer e projetar no contexto latino-americano, necessidades básicas que o governo não poderia, não queria ou não resolveu a tempo.

Eu gostaria de falar sobre uma questão fundamental para o futuro da América Latina e o seu design: Inclusão.

Um grande e comum desafio da profissão na América Latina é o ensino do design, deve deixar de ser tradicional e isolado, e tornar-se um ensino dinâmico e colaborativo que deve modernizar, acompanhar o mundo e seu ritmo acelerado. O design deve permear tudo o que for possível, principalmente micro e pequenas empresas. (Futuro do design nesse continente!)

O grande desafio ainda para a América Latina e para o design é a inclusão de seus habitantes com alguma deficiência física ou mental.

Há uma população de 65 milhões de pessoas com deficiência na América Latina e no Caribe, com cerca de 5% no México e 23% no Brasil, que precisam urgentemente de um projeto de vida mais digna, com qualidade, mobilidade e independência financeira.

Esta integração na sociedade, nos diferentes aspectos da saúde, educação, bem-estar e principalmente produtivos, só acontecerá através do design inclusivo, não há outro caminho.

Devemos ver essa questão a partir de dois pontos fundamentais:

a economia do conhecimento e a evolução do design.

  1. um entendimento atual de que a economia do século 21 agora também se baseia no uso de recursos do conhecimento, a chamada “economia do conhecimento”. Não é mais apenas uma questão de pessoas com deficiência, ter a  sua independência econômica, podendo comprar e pagar impostos. Deve haver uma exploração das “capacidades diferenciadas e diversas” das pessoas com deficiência e sua integração, para um papel significativo no desenvolvimento social e econômico da América Latina.O futuro do design está profundamente ligado a essa questão da inclusão. Não há futuro sem pensar nesta parte da população que atualmente é negligenciada e afeta a família e o meio ambiente. Ela não é apenas uma pessoa com deficiência, mas sua família e comunidade também são afetadas pela falta de design gerando stress, traumas e poucas possibilidades de uma vida mais digna em todos os sentidos.Quando falamos de um design inclusivo para o progresso do continente, não são apenas seus aspectos físicos, mas outros elementos fundamentais como cultura, inovação, conhecimento, acessibilidade. Essa população traz outras experiências, habilidades diferenciadas que devem ser aproveitadas.

    2) Nesta área da economia criativa, o design tem vários futuros e possibilidades.

    Felizmente, dois elementos estão permitindo que o designer mude sua prática e seja mais inclusivo: “design thinking” e tecnologias digitais.

    “Design thinking” sempre foi o domínio criativo do designer, agora este domínio foi compartilhado e está presente nas escolas de negócios e grandes empresas, onde o designer ainda está presente como um condutor do processo de design com o usuário para “co-criar” um novo produto, serviço ou experiência específica.

    O elemento fundamental do pensamento de design é a empatia, que é a capacidade de entender a visão e as necessidades do “outro”. Através da empatia, o designer percebe o usuário deficiente mais de perto e humanamente, e a partir disso, projeta com ele e não para ele.

    Ao mesmo tempo, a tecnologia digital acelera esse processo, especialmente a impressão 3D. Assim, a união do pensamento de design e da tecnologia digital muda radicalmente a profissão de design.

    Graças a este novo contexto colaborativo e sem fronteiras físicas, é permitida uma maior participação e um grau de empatia para a criação de um novo ambiente, mais inclusivo e inovador.

    Com uma sociedade mais inclusiva, também temos uma sociedade mais sustentável do ponto de vista humano e não apenas ambiental. Mas essa inclusão também leva a uma mudança comportamental na sociedade, já que o design é uma ferramenta para nosso relacionamento conosco e com o mundo.

    O design é uma ferramenta para a educação, para a percepção do mundo, velhos paradigmas são substituidos por visões mais atuais e frescas, o que leva a empatia, não apenas durante o projeto e pesquisa, mas quando pronto e em uso, nos aspectos da coexistência!

    Para finalizar, o Design deve ser fortalecido, compartilhado e aplicado em todos os aspectos possíveis, assim a América Latina poderá ser mais sustentável em todos os aspectos, humana e inclusiva com seus habitantes, a fim de ser verdadeiramente um exemplo de inovação para o mundo.

    Caso tenha interesse, entre no meu grupo de Design Inclusivo

Diseñador Industrial por la UAM-Azcapotzalco, México, Maestria en Diseño Sustentable por la Universidad de Bornemouth, Inglaterra. En Brasil actualmente como consultor de innovación de productos, servicios, modelos de negócios en los aspectos de sustentabilidad e inclusión.

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